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[Outubro centenário] 1917: há cem anos começou o futuro. O sonho é possível!

 

Neste ano fam-se cem anos, um século, desde que a Revoluçom de Outubro derrubasse o governo provisório burguês e instaurasse o primeiro estado operário da história da humanidade.

O mundo foi abalado nesses dias de convulsom, nos que a classe trabalhadora de Petrogrado, liderada pola vanguarda bolxevique, assaltou e tomou o Palácio de Inverno, culminando assim a tarefa revolucionária que já lograra expulsar o detestado regime tsarista. Este momento histórico, que deu passo a uma nova fase, a da resistência contra as forças do velho mundo e a construçom do socialismo, supujo a eclosom do futuro da humanidade. Pois como dizia o poeta Neruda, o comunismo é a juventude do mundo.

É obriga, portanto, render a homenagem à obra colossal daquele povo, daquela classe operária, ciente de si, que virou ciente para si, tomando nas suas mans o que lhes pertencia. Como juventude revolucionária, saudamos cem anos depois as e os jovens de 1917, que tivérom na gesta de Outubro um importante papel. Queremos assim analisar o papel da juventude na Revoluçom.

A primeira tarefa seria a contextualizaçom do próprio termo juventude. O conceito tem variado enormemente com as enormes transformaçons sociais e demográficas do último século. Podemos situar a faixa etária da juventude na época entre os 13 e os 20 anos. De facto, as organizaçons políticas e sindicais na altura nom admitiam inscritos menores de 21 anos.

Esta mocidade, no contexto da decadência da Rússia imperial, foi forçada a implicar-se no processo produtivo como nunca antes pola pressom demográfica que a Grande Guerra exercia. Por dar um exemplo, o 40% da força de trabalho de Petrogrado fora mobilizada para o frente. Os homens mobilizados fôrom substituidos por mulheres, jovens e camponeses. O número de jovens aumentou em 38,8% e de mulheres em 110,6% na força de trabalho. As cifras variam segundo diferentes historiadores, falando de até 101.340 trabalhadores jovens no Petrogrado de 1917, enquadrados maioritariamente no sector metalúrgico, mas também no resto de sectores.

As condiçons laborais eram, se calhar, piores das que aquelas nas que trabalhavam os adultos. Trabalhavam até 10 horas diárias por salários inferiores, sirva como exemplo o rublo por dia que cobrava um trabalhador jovem da fábrica Putilov, frente aos 10-15 rublos diários dos trabalhadores adultos. Devido às circunstâncias descritas, inevitavelmente surgiu um movimento juvenil que tivo o seu papel na ebuliçom política e social da Rússia de 1917. Exemplo mais significativo era o da cidade de Vyborg, na que o 25% da força de trabalho da indústria metalúrgica era menor de 21 anos, representando esta indústria o 85% duma força de trabalho de 68.932 operários.

O movimento juvenil passou por diferentes fases, desde a repressom tsarista à participaçom pública a partir de fevereiro. Nom era homogéneo, havendo diferentes correntes que apoiavam diferentes partidos do movimento operário. A participaçom dos jovens nos conflitos sociais que dérom lugar à revoluçom de Fevereiro foi intensa, mas logo se vírom desiludidos polo governo provisório, que nom estava à altura das suas demandas. Em abril constituiu-se o gérmolo da primeira organizaçom juvenil, Trabalho e Luz, que mobilizárom 100.000 jovens na manifestaçom do 1º de Maio desse ano.

As demandas primordiais da juventude na altura eram a jornada de 6h para menores de 18 anos, com pago de jornada completa; o impulso polos sovietes da educaçom gratuita nas fábricas assim como diversas melhoras nas condiçons de trabalho e representaçom nos diferentes comités. Esta organizaçom contou com o respaldo do comité bolchevique de Petrogrado, enquanto o Partido Bolchevique carecia duma política definida para a juventude. Porém, a dirigência de Trabalho e Luz, com o seu líder Petr Shvetsov, era de carácter moderado e afim a Kerensky, ficando na retaguarda política a respeito das suas bases, mais radicalizadas.

No referido ao Partido, conviviam diferentes posiçons, tendo Nadezhda Krúpskaia um papel destacado na relaçom com o movimento juvenil. A sua posiçom era a de apoiar uma organizaçom juvenil ampla e autónoma, mas existiam outra que optava por uma organizaçom netamente bolchevique e uma terceira intermeia que defendia uma organizaçom ampla mas mais vinculada ao Partido.

As contradiçons em Trabalho e Luz geravam uma grande tensom a medida que as bases se íam posicionando com as diferentes correntes em luita, ultrapassando a ambiguidade da direcçom. Assim, foi apresentado no verão um projecto de novos estatutos polos jovens do distrito de Narva encabeçados polo bolchevique Vasili Alekseev. Esta corrente enfrentou a oposiçom da direcçom, mas obtivo o apoio maioritário dos comités de distrito. Finalmente, em julho, produziu-se a ruptura da organizaçom, cristalizando no mês seguinte uma nova organizaçom, a Liga Socialista da Juventude Operária. Esta nova organizaçom propunha-se, agora sim, desenvolver a consciência de classe da juventude e a luita do socialismo.

Esta evoluçom do movimento juvenil representa a clarificaçom do debate político que tinha lugar no seio da classe operária russa. Em Outubro, a nova organizaçom contava com 30.000 membros e, já para 1918 constituiria-se a organizaçom que seria conhecida mundialmente como a organizaçom da juventude soviética, o Komsomol. Cabe destacar, para estimar a importância da juventude na revoluçom, que em 1919, até o 50% dos militantes do Partido Bolchevique eram menores de 30 anos.

Outubro ensina-nos que a classe operária pode tomar o poder nas suas mãos, que é possível romper com o sistema de opressom que é o capitalismo. Cem anos depois, as suas liçons som vigentes. Aprendamos delas, pois, e organizemo-nos para tomar o poder e conquistar os nossos direitos pola via do socialismo e o comunismo.

No referido ao Partido, conviviam diferentes posiçons, tendo Nadezhda Krúpskaia um papel destacado na relaçom com o movimento juvenil. A sua posiçom era a de apoiar uma organizaçom juvenil ampla e autónoma, mas existiam outra que optava por uma organizaçom netamente bolchevique e uma terceira intermeia que defendia uma organizaçom ampla mas mais vinculada ao Partido.

As contradiçons em Trabalho e Luz geravam uma grande tensom a medida que as bases se íam posicionando com as diferentes correntes em luita, ultrapassando a ambiguidade da direcçom. Assim, foi apresentado no verão um projecto de novos estatutos polos jovens do distrito de Narva encabeçados polo bolchevique Vasili Alekseev. Esta corrente enfrentou a oposiçom da direcçom, mas obtivo o apoio maioritário dos comités de distrito. Finalmente, em julho, produziu-se a ruptura da organizaçom, cristalizando no mês seguinte uma nova organizaçom, a Liga Socialista da Juventude Operária. Esta nova organizaçom propunha-se, agora sim, desenvolver a consciência de classe da juventude e a luita do socialismo.

Esta evoluçom do movimento juvenil representa a clarificaçom do debate político que tinha lugar no seio da classe operária russa. Em Outubro, a nova organizaçom contava com 30.000 membros e, já para 1918 constituiria-se a organizaçom que seria conhecida mundialmente como a organizaçom da juventude soviética, o Komsomol. Cabe destacar, para estimar a importância da juventude na revoluçom, que em 1919, até o 50% dos militantes do Partido Bolchevique eram menores de 30 anos.

Outubro ensina-nos que a classe operária pode tomar o poder nas suas mãos, que é possível romper com o sistema de opressom que é o capitalismo. Cem anos depois, as suas liçons som vigentes. Aprendamos delas, pois, e organizemo-nos para tomar o poder e conquistar os nossos direitos pola via do socialismo e o comunismo.

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