Defendemos o território contra as agresons do capital

(...) a organizaçom e a presom popular estám demostrando ser as únicas ferramentas capazes de fazer-lhe fronte às agresons (...)

A situaçom de dependência colonial da Galiza nom só se fai visível nos ataques aos nossos sinais de identidade como povo, mas também nas agresons ao nosso património natural. Nesta fase histórica do capitalismo, grandes multinacionais, junto com governos plegados aos seus intereses, nom duvidam em levar por diante o que à natureza lhe levou milheiros de anos construir, e por riba jogando cinicamente com o nosso futuro: nom importa o preço que o meio ambiente tenha que pagar a cámbio dum posto de trabalho precário.

Infelizmente, sobram os exemplos. Ainda que o movimento popular contra a megaminaria contaminante conseguiu paralisar momentaneamente o projecto de mina de ouro em Corcoesto, o rejeitamento deste nom é oficial por parte da Junta de Galiza, e o que é mais: o Plano Sectorial de Actividades Extractivas segue em marcha, tramitando-se duzias de exploraçons mineiras por todo o país. As vitórias do ecologismo galego, coma no caso Barreiros, som umha das razons polas que se pretende, mais umha vez, mudar as regras de jogo: a modificaçom da Lei do Solo (a undécima em doze anos) pretende assaltar o chao rústico e instaurar a prevalência de usos coma os mineiros sobre outros, incluídos os conservacionistas. Que dizer, também, da modificaçom da Lei de Costas que pode abrir a porta à permanência de ENCE na ria de Pontevedra mais aló de 2018, e por até 75 anos mais; ou os diversos conflitos em torno à gestom e organizaçom dos montes em mao comum, coma no caso de Porto Cabral em Vigo.

Assim e todo, a organizaçom e a presom popular estám demostrando ser as únicas ferramentas capazes de fazer-lhe fronte às agresons e aos agressores. As próprias contradiçons internas do capitalismo provocam que o simples facto do passo do tempo jogue em contra dos interesses das grandes empresas: tenhem que competir entre elas, para nom quebrar manhá tenhem que produzir ao máximo hoje, e qualquer situaçom diferente desta converte-se num fracasso. O exemplo da mobilizaçom popular contra a megaminaria é claro neste sentido: conseguir retrassar o começo do projecto de Corcoesto foi vital para a sua posta em questom, precisamente, por “motivos económicos” por parte da multinacional.

Desde Isca! encetamos esta campanha com o convencimento de que a auto-organizaçom do povo galego e a criaçom de estruturas de poder próprias som a única alternativa à dominaçom que estamos a sofrer. Sabemos que ninguém nos vai vir salvar, que necesitamos poder decidir por nós mesmos o nosso futuro, sem que Espanha o tenha que fazer por nós. É o momento de dizer que nom todo vale, que nos opomos à destruçom dos nossos recursos naturais por parte dum sistema que só procura enriquecer uns poucos e que queremos viver num sistema económico planificado em harmonia com a natureza.

Hoje, mais ca nunca, também cremos que é necessário unir as luitas locais e parciais com as gerais, tratando de visibilizar, em definitiva, que o problema nom é a crise económica, senom o capitalismo: o crescimento económico é umha imposiçom da economia capitalista e para potenciá-la nom se repara nem em meios humanos nem naturais, com tal de aumentar a sua taxa de ganho. Nom sem razom, Walter Benjamin comparou o capitalismo com um trem sem freios; e o socialismo, a alternativa que assumimos como própria, como freio de emergência.

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