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Ante un estado irreformável, independência é liberdade!

 

Há uns dias, o regime espanhol quitou-se a careta de estado democrático, amosando a sua verdadeira faciana que as revolucionárias denunciaram há muito tempo: a do autoritarismo e a repressom. Numerosos altos cargos da Generalitat de Catalunya eram detidos polo único feito de respeitar a vontade popular e cumprir o seu programa com o que concorreram às eleiçons. As alcaldias dos municípios que vam participar no referendo sofrem perseguiçom judicial por facilitar os direitos cívicos e democráticos.

O direito de autodeterminaçom foi reconhecido pola ONU e outras instituiçons internacionais. Porém, esse direito nom existe para os povos oprimidos no cárcere de povos que é Espanha. Baixo o pretexto de cumprir a sua sacrossanta Constitución, o poder impóm, governe o partido que governe desde Madrid, a sua concepçom do estado aos povos que o integram, sem oportunidade nengumha de decidir que sistema politico querem ter. Assim, com o regime borbónico chamado com frequência regime do 78, todo quedou atado y bien atado, como pretendia Franco ao nomear ao seu sucessor.

Nom surpreende, pois, que o governo espanhol empregue unicamente a via judicial contra o procés. Mentres a amnistia fiscal às grandes fortunas tardou 5 anos em ser declarada ilegal, o Tribunal Constitucional, um dos grandes baluartes do regime do 78, tardou menos de 24 horas em suspender as leis democraticamente sancionadas no Parlament. A deriva repressiva dos últimos dias demostra que a dicotomia nom é já só dependência ou independência, senom também ditadura ou democracia. Malia o enorme movimento popular dos últimos anos no Principat de Catalunya, o estado nom sentou a negociar. Um simples paralelismo entre o caso catalám e o escocés, no que a Gram Bretanha aceitou um referendo sobre a independência escocesa, atestiga o carácter irreformável do Estado Espanhol.

Este processo também serviu para que a esquerda espanhola quedasse retratada: no canto de respeitar e fazer cumprir os direitos nacionais de Catalunha, no seu afam de intentar contentar a todo o mundo, mantem-se numha equidistância imprópria de forças que se autodenominam rupturistas.

Por último, também denunciamos a manipulaçom dos meios de comunicaçom espanhóis, que nom tinham reparos em qualificar de ditador Nicolás Maduro, malia ter convocado eleiçons, mas justificam que o Estado Espanhol se incaute de papeletas, urnas ou cartazes eleitorais para tratar de botar abaixo o referendo.

É hora de organizar-se para pular por umha sociedade justa! Chamamos-te a ti, moço ou moça galega, a organizar-te connosco por umha Galiza independente e socialista!

 

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